Mulheres que me inspiram…

Sendo essa a semana da mulher, resolvi dedicar todos os posts às mulheres. Para começarmos bem a semana vou falar daquelas mulheres que me inspiram nas áreas que mais gosto: moda, cinema, literatura, música e negócios. As Top 5 que me inspiram a ser cada vez mais MULHER! Vamos lá?

# Na MODA, eu não poderia deixar de falar da mulher que revolucionou o mundo da moda no início do século passado:

Gabrielle Bonheur Chanel (1883 – 1971)

Elegância é tudo aquilo que é belo, seja no direito seja no avesso.”

Ou Coco como era carinhosamente chamada, nasceu na França. Ela ficou órfã de mãe e foi abandonada pelo pai aos seis anos de idade. Foi para um pensionato da cidade francesa de Auvergne, sendo levada de Saumur, sua cidade natal. A ligação de Chanel com o mundo da moda começou em 1910, em Deauville, onde passou a trabalhar em uma loja de chapéus. Seu estilo e trabalho logo falaram mais alto e em quatro anos já tinha 4 lojas no ramo dos chapéus, mas já começava a criar vestidos com a sua marca: simplicidade e conforto. Assim, foram surgindo vestidos chemisiers soltos, amplos cardigãs, peças em jérsei – tecido que até então só era utilizado na confecção de roupas íntimas – e twinsets que o tempo se encarregaria de elevar ao patamar de clássicos. Sem qualquer preconceito, Chanel adotou o suéter masculino usado sobre saias lisas e retas e, em 1920, deu um de seus golpes mais ousados: lançou calças masculinas para mulheres, inspiradas nas calças de boca largas usadas por marinheiros.

A mulher que incansavelmente criava estilo e elegância para outras mulheres era, antes de tudo, uma perfeccionista. Falando muito, com uma tesoura nas mãos, era capaz de passar até dez horas seguidas em busca do exato efeito de um modelo – e era capaz de recomeçá-lo tantas vezes quantas fossem necessárias, até atingir o ponto que considerava ideal.

Só, apesar de alguns amores ao longo da vida e de um grande amor, Boy Capel, Chanel não teve filhos. O estilo que criou foi sua maior paixão.

Chanel foi uma figura presente em sua Maison até sua morte, aos 88 anos, e é até hoje, a inspiração dos que continuam a manter sua marca em plena atividade.

# No CINEMA

Ela foi, é e sempre será um ícone. Não só no cinema, mas na moda e no voluntariado também. Fonte de inspiração em todos os sentidos!

  Audrey Kathleen Ruston HEPBURN (1929 – 1993)

“Eu amo as pessoas que me fazem rir. Sinceramente, acho que é a coisa que eu mais gosto, rir. Cura uma infinidade de males. É provavelmente a coisa mais importante em uma pessoa.”

Nascida em Bruxelas, Audrey era filha de um rico banqueiro inglês e da Baronesa holandesa Ella Van Heemstra.  Após o divórcio dos pais, mudou-se com a mãe para Londres, onde iniciou seus estudos.  Alguns anos mais tarde, as duas fixaram residência em Arnhem, Holanda. Quando da ocupação alemã, durante a 2ª Guerra Mundial, participou do esforço anti-nazista, período em que sofreu de má nutrição e depressão.  Após a libertação da Holanda, Audrey foi estudar balé em Londres e, mais tarde, iniciou uma promissora carreira como modelo, até ser descoberta por um produtor, quando teve uma pequena participação no filme holandês “Nederlands in Zeven Lessen”, em 1948.

Audrey Hepburn foi uma das musas do grande estilista francês, Hubert de Givenchy, tendo este sido o responsável por seu guarda-roupa nos filmes “Sabrina”, “Cinderela em Paris”, “Amor na Tarde”, “Bonequinha de Luxo”, “Quando Paris Alucina”, “Como Roubar um Milhão de Dólares” e “Charada”.

Audrey casou-se com o ator Mel Ferrer em 25/09/1954, de quem se divorciou em 05/12/1968.  Voltou a se casar em 18/01/1969 com Dr. Andrea Dotti, de quem se divorciou em 1982.  Com o primeiro marido, teve um filho, Sean H. Ferrer, e com o segundo, Luca Dotti.

Em 1988, Audrey tornou-se Embaixadora Especial para o Fundo UNICEF das Nações Unidas, de Ajuda às Crianças, tendo participado de missões no Sudão, El Salvador, Somália, México, Equador, Venezuela, Vietnã, Tailândia e Etiópia.

# Na LITERATURA

Ela me ajudou a acreditar na minha imaginação. Cada palavra escrita por ela me fez, e faz, cada dia mais amar o poder que a escrita tem.

Virginia Adeline Stephen Woolf (1882 – 1941)

“Tranque as bibliotecas, se quiser; mas não há portões, nem fechaduras, nem cadeados com os quais você conseguirá trancar a liberdade do meu pensamento.”

Nasceu em Londres, Inglaterra, em 1882. Seu pai, um crítico literário, foi quem a educou. Figura central do grupo Bloomsbury, do qual também participaram E. M. Forster, Katherine Mansfield, Maximo Gorki, entre outros, colaborava com o Times Literary Supplement.

Em 1912, casou-se com Leonard Woolf e fundou a casa editorial Hogarth Press, que lançou, além da própria escritora, T.S.Elliot, Forster e K. Mansfield. Foi a primeira editora a publicar a obra de Freud em inglês. Seu primeiro livro, A viagem, foi publicado em 1915. Depois vieram, entre outros, Noite e dia (1919), Mrs. Dalloway (1925), O quarto de Jacob (1922), Rumo ao farol (1927), Orlando (1928), Um teto todo seu (1929), As ondas (1931). No início da década de 1930, Vir­ginia já apresentava um histórico de saúde mental frágil, que culminaria no seu suicídio, em 1941.

# NA música

Minha Diva. Fonte de inspiração. Exemplo de profissional, nunca precisou se vulgarizar para alcançar o sucesso. O conquistou sendo muito profissional, perfeccionista e disciplinada. Mas principalmente sendo CANTORA.

Céline Marie Claudette Dion (1968-)

“Quando existe música na tua vida, existe felicidade.”

 A mais nova de 14 irmãos, nasceu a 30 de Março de 1968, em Charlemagne, uma pequena cidade perto de Montreal, no Canadá.

O seu nome provém da canção “Dis moi Céline”, que sua mãe, Thérèse Dion, costumava cantar durante a sua gravidez.

A sua família era pobre e todo o dinheiro que os seus pais conseguiram juntar ao longo da vida, foi investido na compra de um Pub. 

Em 18 de Agosto de 1973, com apenas 5 anos, a pequena Céline cantou em público pela primeira vez, no casamento de seu irmão Michel. Altura em que familiares e amigos começam a aperceber-se do seu precoce talento.

Durante a adolescência Céline Dion atravessou por problemas na escola. O facto de ser  mais alta do que as outras raparigas da sua idade, muito magra e ter os dentes tortos, levou a que se sentisse excluída pelos colegas.

Aos 12 anos, Thérèse Dion, confiante no dom da sua filha, escreveu uma canção intitulada “Ce n’était qu’un rêve”, que se tornaria na primeira canção de Céline. A canção foi gravada numa cassete e enviada a René Angélil, um empresário cujo nome a família tinha descoberto na contracapa de um disco de Ginette Reno, a mais famosa cantora do Québec, da altura.

Passaram-se dois dias sem que a família Dion obtivesse qualquer resposta. Foi então que Michel, o irmão mais velho de Céline, telefonou para o empresário com a certeza de que aquele havia ignorado a cassete que lhe enviara. Ele respondeu que efectivamente não tivera oportunidade de a ouvir, mas que iria certamente fazê-lo. Na verdade, pouco era o interesse de qualquer produtor ou empresário musical em apostar num eventual talento de 12 anos de idade. Minutos depois, porém, o telefone de Thérèse Dion tocou! René Angélil ficou de tal forma impressionado com aquela voz que não acreditou que pertencesse a uma menina de 12 anos. Pediu então que Céline e a mãe passassem pelo seu escritório para ele a ouvir ao vivo. Assim aconteceu e Céline Dion levou Angélil às lágrimas. 

René vislumbrou naquela menina uma potencial estrela, e contra os conselhos de muitos, não hesitou em hipotecar a sua própria casa para pagar o lançamento dos dois primeiros álbuns da jovem cantora, “La Voix du Bon Dieu” e “Céline Chante Noel”, produzidos por Eddy Marnay, um dos melhores compositores franceses, que já havia trabalhado com Edith Piaf e Barbra Streisand. Ao lançar praticamente em simultâneo dois álbuns, Angélil esperava que a jovem Céline Dion atraísse uma maior atenção do público.

Hoje é mãe de três filhos, viveu uma linda historia de amor com René e é uma das maiores cantoras de todos os tempos.

# Nos NEGÓCIOS

AAh, ela é o símbolo maior que somos capazes de vencer na vida com muita perseverança. Pensou em cosmético bom, pensou Mary Kay!

Mary Kay Ash (1918- 2001)

“Vislumbrei uma companhia na qual qualquer mulher poderia ter tanto sucesso quanto desejasse. As portas estariam abertas às oportunidades para as mulheres que estiverem dispostas a pagar o preço e tiverem coragem para sonhar.”

A história dessa companhia não teve início antes de Mary Kay Ash enfrentar uma situação muito familiar para muitas mulheres. Depois de 25 anos trabalhando no mercado de vendas diretas, Mary Kay Ash renunciou sua posição como diretora de treinamento nacional, quando um homem a quem ela havia treinado foi promovido a uma posição com o dobro do seu salário. Sua resposta foi visionária. Primeiro, começou a escrever um livro que ajudaria mulheres a conquistarem oportunidades que haviam sido negadas a ela. Mas logo ela percebeu que estava criando um plano que poderia fazer muito mais do que dar conselhos. Esse livro constituiu a base de uma nova oportunidade, na qual mulheres poderiam desenvolver seus talentos e alcançar sucesso ilimitado.

Assim, em 1963, com toda a experiência adquirida, seu plano e uma economia de 5 mil dólares, Mary Kay Ash pediu a ajuda de seu filho Richard, que na época tinha 20 anos e criou Beauty by Mary Kay. A princípio, essa era uma companhia dedicada a tornar a ainda mais bela a vida das mulheres. Ela foi fundamentada pela Regra de Ouro – não em princípios de mercado competitivos -, por isso desenvolve as pessoas rumo ao sucesso, baseando-se sempre nas seguintes prioridades: fé em primeiro lugar, família em segundo e carreira em terceiro. Era uma companhia, como a própria Mary Kay Ash dizia, “com coração”.

 E VOCÊ, se inspira em quem?

2 comentários em “Mulheres que me inspiram…

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  1. Linete, parabéns pela estrutura, organização e conteúdo do blog, o que chamou atenção tbm foi a linguagem, que realmente trás uma proximidade do leitor ao tutor, aguardando futuras postagens, inclusive, queria sugerir um tema, na verdade seria uma reflexão, a ideologia e revolução trazida e mantida pelo movimento flower power, amo essa temática, e me remete muito as suas aulas 😀

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